lollapalooza 2026
esse último domingo, 22 de março, estive no terceiro (e último) dia do festival Lollapalooza Brasil e quis vir registrar aqui o quão legal foi esse dia para mim, onde andei bastante, ouvi muita música legal, conheci artistas e curti um dia ensolarado numa atmosfera muito boa.
cheguei no autódromo por volta das 14h30, estava muito animado para a lineup de domingo, pois, segundo o que tinha esquematizado, conheceria bandas novas que fazem um som no estilo que gosto e, no final, emendarÃamos Addison Rae (que meu namorado estava super empolgado para ver) com o show da Lorde (momento catártico para mim, que sou mega fã dela e sonho com esse momento desde o fatÃdico Primavera Sound 2022, onde não consegui estar presente e sofro com isso até hoje quando penso).
o primeiro show que assistimos foi da banda Balu Brigada, que começou às 14h45, logo após chegarmos e cruzarmos o enorme trajeto entre a entrada do autódromo e o Palco Flying Fish (sério, foi uma enorme caminhada).
achei mega interessante o som deles. fiquei sabendo que eles abriram para Twenty One Pilots uns tempos atrás em shows aqui em São Paulo e consegui identificar certa similaridade entre o estilo, mesmo sendo coisas um pouco diferentes. depois do festival cheguei a dar play no Portal, único álbum da banda, de onde veio grande parte do repertório que apresentaram no show, e achei muito legal! as músicas têm me acompanhado ao longo da semana enquanto trabalho, vale a pena o play se um pop indiezinho te agrada (highlight para Sideways, quarta faixa do álbum).
passamos o final do show deles sentados, tomando sol, curtindo as músicas bem vibe domingo no parque (até porque era o cenário, de certa forma).
quando o show acabou, decidimos dar uma volta para ver o que estava acontecendo nos demais palcos, encher nossas garrafinhas d’água (que passamos ilegalmente na revista com as tampinhas, pois é impossÃvel andar para cima e para baixo carregando garrafas d’água abertas por aà por horas) e nos prepararmos para os shows que querÃamos ver.
nessa volta pegamos um pouquinho do show da banda Royel Otis e do DJO, que pareciam estar numa atmosfera bem legal também!
por volta das 17h30 voltamos para o Palco Samsung Galaxy, onde verÃamos o show da Addison Rae, e onde começou a ficar mais cheio devido ao pessoal que, igual a gente, queria emendar com o show da Lorde. é muito curioso estar em um ambiente onde a diversidade de pessoas, gostos e estilos é grande e todo mundo é extremamente respeitoso (ao menos todo mundo que estava perto de mim). me faz pensar que música (e arte num geral) realmente é uma parada meio doida e que une pessoas de um jeito muito único.
o show da Addison começou assim que o sol começou a se pôr, e foi bizarro o quanto o público estava empolgado com o espetáculo. todos pareciam estar tendo uma ótima experiência com tudo o que ela performava, o que me surpreendeu, já que eu realmente achava que era uma artista mais nichada. achei o show em si muito legal e me chocou muito a crÃtica especializada depois ter feito comentários negativos sobre o uso de playback. acho que algumas expectativas em torno de alguns artistas precisam estar mais alinhadas nesse meio para evitarem gafes como essa.
após o show terminar, estendemos nossa canga ali mesmo onde estávamos e passamos a aguardar o tão esperado momento do show da Lorde, motivo pelo qual eu estava no festival. nesse meio tempo, como o Palco Samsung Galaxy e o Palco Flying Fish estavam bem próximos, curtimos quase que por inteiro o show do FBC, que teve momentos icônicos, como: bandeira de Israel sendo queimada e tentativa falha de moshpit numa grade onde, pasme, eram crianças que estavam esperando o show das Katseyes.
quando as luzes se apagaram e a ficha caiu que estava prestes a ver o show da Lorde, realmente comecei a sentir coisas engraçadas. a experiência de ver alguém de quem você é fã e admira por um longo perÃodo da sua vida sem dúvidas tá no top experiências que te fazem lembrar do motivo de ser tão legal viver.
a introdução de Hammer começou a ecoar alto pelo autódromo e dali pra frente foi só pra trás. ver a Lorde aparentemente traz o sentimento coletivo de todo mundo estar ali para presenciar o show de uma grande amiga que te viu crescer. durante as 1h15 de show, para onde quer que você olhasse tinha alguém se debulhando em lágrimas e percorrendo todo o espectro de emoções humanas que é possÃvel sentir, eu obviamente incluso.
durante um dos discursos, antes de cantar Liability, ela falou algo que ficou guardado na minha cabeça e ao qual minha mente voltou algumas vezes durante a semana: o quão diferente o mundo hoje em dia é quando comparado com o que achávamos que seria em retrospecto, e o quão difÃcil hoje em dia é discernir o que é real do que não é. o futuro já foi uma ideia mais agradável.
ter pulado ao som de Green Light, Ribs e What Was That pela primeira vez, junto de mais de cem mil pessoas, definitivamente foi um dos momentos dos quais me lembrarei da sensação para o resto da vida.
quando o show da Lorde terminou, todo mundo parecia estar precisando de um tempo para processar o que tinha acontecido. tempo esse que praticamente não existiu, pois no palco ao lado começou o show do Katseye (uma crÃtica válida a ser feita sobre esse dia foi essa: a má distribuição dos horários para alguns artistas. faria muito mais sentido jogar o show das Katseyes para mais cedo. tinha muita criança que ficou até o último horário do festival porque queria ver a atração, e emendar o público do FBC com elas não foi a melhor das ideias para nenhum dos públicos).
como já estávamos praticamente misturados ao público que ficou para ver Katseye, e meu namorado acha as meninas legais a ponto de querer ficar para ver o show, ficamos por lá mesmo. foi divertido ver o pessoal empolgado com elas e achei fofo que muitos pais foram com os filhos para ver (na minha outra vinda ao Lollapalooza, em 2022, não me lembro de ter visto tantas crianças, achei interessante pensar sobre como o público do festival vem gradativamente mudando com o passar do tempo). em contrapartida, o fato de um show mais silly (falo isso de uma forma não pejorativa) ter vindo logo após outro cuja carga emocional foi demasiadamente forte deixou as coisas meio mornas num geral, e ficava visÃvel que tinha uma galera ali apenas existindo e tentando absorver o que tinha acontecido no show anterior.
estávamos ao lado de dois jornalistas credenciados que estavam cobrindo o evento e escutamos um “não tem uma música boa”, o que achei muito engraçado.
ficamos até a última música, que foi o viral Gnarly, e achei que, na somatória de tudo, foi válido termos ficado por lá.
na volta, passamos pelo Palco Budweiser, onde Tyler, The Creator estava finalizando o seu show, que parecia estar numa vibe bem legal, com o pessoal fervoroso na plateia, e ainda pegamos um pedacinho de um set da Peggy Gou, que também estava bem animado.
nas métricas geradas pelo meu relógio, andamos cerca de 22 km durante esse dia e o meu coração passou de 200 bpm durante o ápice do show da Lorde, o que me faz agradecer ao meu eu do passado que fez banco de horas no serviço nas semanas anteriores para folgar na segunda-feira seguinte e poder me recuperar de forma tranquila, pois cheguei em casa um tanto quanto acabado depois de enfrentar o trem cheio na volta pós andança.
foi um dia bem legal, sinto que vou lembrar dele com muito carinho lá na frente. ter visto minha artista favorita ao vivo foi realmente especial e me marcou bastante.
(meu vinil do Virgin, que havia comprado a semanas atrás, chegou na última quinta-feira. não poderia ter timing melhor, ficou como souvenir da lembrança do show)





pensa eu a pessoa frustrada e desligada do mundo que não sabia que ia ter Tyler no Lolla e por isso não foi :3
ResponderExcluiro show dele parecia estar muito legal! numa próxima vinda, vale a pena ficar atento sobre haha
Excluirmuito legal, confesso que não acompanho a Lorde, mas Liability me tocou profundamente e acabou virando um vicio
ResponderExcluirliability toca em lugares mesmo haha
ExcluirEu arrepiei aqui lendo seu relato sobre o show da Lorde, sério! Eu não conheço muito do trabalho dela, mas acho uma baita artista, e assim... Ver alguém cujo trabalho a gente ama, ama mesmo, ao vivo, saber que tá respirando o mesmo oxigênio, é muito gostoso, tão gostoso que fico feliz só de saber que outras pessoas viveram o mesmo. Que lindo!
ResponderExcluiressa euforia é muito gostosa mesmo, saà de lá meio atordoado! artistas realmente sabem como tocar a gente em lugares especiais kkkk
Excluir22km????? 200bpm??? Meu Deus!!!!! Que demais
ResponderExcluirMe senti como se tivesse ido ao Loola com vocês... adoro esses relatos de shows <3
Abraço
https://falacatarina.com/
olha, vou te falar que foi uma canseira que valeu a pena haha fico muito feliz que gostou do post :)
Excluireu não tenho coragem de ir pra um festival desses, show pra mim, só em cenário controlado, li que tinha quase 3 horas de espera pra turma consegui transporte.
ResponderExcluirmas queria ter visto o show da lorde, vou ver se consigo baixar pra assistir.
adorei o texto!
realmente é bem intensa a ida a shows nessa proporção e entendo quem tem receio, porém as duas vezes que fui ao lolla tive ótimas experencias, apesar da magnetude um pouco assustadora (mas de fato, a volta é bem caótica hahah)
Excluirfico feliz que gostou do texto :)